Estamos vivendo a economia dos projetos!

Durante muito tempo, as operações foram o grande motor de geração de valor nas organizações. Hoje, cada vez mais, essa dinâmica está mudando.

Transformações, lançamentos, adoção de tecnologia, inovação, reposicionamento, integração, expansão: tudo isso acontece por meio de projetos.

Ou seja, não basta mais “operar bem”. É preciso mudar bem.

Isso exige outra mentalidade de liderança: priorizar projetos estratégicos com coragem, reduzir burocracia desnecessária, desenvolver competências de gestão e construir uma cultura mais colaborativa, transversal e orientada à execução.

Projetos não são distrações do trabalho real. Em muitos casos, eles já são o próprio trabalho real.

E talvez uma das perguntas mais importantes para os líderes hoje seja: estamos estruturados para a economia que já chegou?

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O futuro da saúde conectada já está moldando decisões!

A saúde entra em 2026 em um ponto de inflexão: tecnologia, dados e conectividade deixam de ser “extras” e passam a ser infraestrutura essencial para a gestão e a tomada de decisão.

Sistemas que conversam entre si, inteligência artificial integrada e interoperabilidade fazem parte do cuidado como um todo.

No Brasil, ecossistemas conectados permitem que hospitais, clínicas e laboratórios troquem informações com precisão e velocidade, ampliando a segurança do paciente e a eficiência dos serviços.

Na Arcuri Foco em Saúde, entendemos que essa transformação exige mais do que tecnologia: requer governança, padrões claros, pessoas preparadas e processos que conectem diagnóstico, vigilância e gestão de forma contínua e inteligente. 👏

Fale com o nosso time!

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Tuberculose drogarresistente: a face mais visível da RAM

Se quisermos um exemplo concreto de resistência antimicrobiana (RAM) em ação, basta olhar para a tuberculose drogarresistente.

O Brasil notifica, todos os anos, centenas de casos de tuberculose resistente a pelo menos um fármaco, incluindo um contingente importante classificado como MDR-TB (resistência pelo menos a isoniazida e rifampicina).

Cada caso de MDR/XDR-TB significa: 👀

• Esquemas mais longos, caros e tóxicos

• Maior risco de abandono e de transmissão de cepas resistentes

• Impacto direto em mortalidade, dias de internação e custos para o sistema

E o mais importante: a RAM em TB não nasce do nada. Ela é resultado de: 👀

• Diagnóstico tardio ou incompleto

• Uso inadequado dos esquemas terapêuticos

• Falhas na adesão por barreiras sociais, financeiras ou organizacionais

• Acesso desigual a testes de sensibilidade e métodos rápidos

Quando olhamos para TB sob a lente da RAM, a discussão deixa de ser apenas microbiológica e passa a ser de sistema: rede laboratorial, política de acesso, modelos de cuidado e stewardship.

Para debater: o que o modelo de vigilância e tratamento da TB pode ensinar para outras frentes de RAM (infecções urinárias, sepse, infecções hospitalares)? ⌨

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Candida auris: um símbolo dos superfungos no século 21

Entre os chamados “superfungos”, poucos ganharam tanta atenção quanto a Candida auris.

Descrita há pouco mais de uma década, C. auris se espalhou por diversos países e ficou conhecida por três características preocupantes: 👀

• Frequente resistência a múltiplos antifúngicos

• Dificuldade de identificação correta em métodos laboratoriais convencionais

• Capacidade de persistir no ambiente hospitalar, favorecendo surtos em unidades críticas

Na prática, isso significa que um paciente grave em UTI pode desenvolver uma infecção por um fungo difícil de identificar, difícil de tratar e com potencial de transmissão para outros pacientes se as medidas de controle de infecção não forem robustas.

Para o Brasil – e para qualquer sistema de saúde – C. auris é um alerta importante: 👀

• Precisamos de laboratórios preparados para identificar corretamente espécies de Candida e detectar resistência.

• Precisamos de protocolos claros de vigilância, isolamento de casos e rastreio de contatos em surtos.

• Precisamos integrar o tema “superfungos” às estratégias de RAM e às agendas de segurança do paciente.

Superfungos não são apenas uma curiosidade microbiológica; são um teste real da maturidade do nosso sistema assistencial.

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Tuberculose: um problema de hoje, não do passado

Quando falamos em doenças respiratórias, muita gente ainda enxerga a tuberculose como algo “do passado”. Mas os dados contam outra história.

O Brasil ainda registra uma incidência elevada de tuberculose, bem acima da meta proposta pela OMS para 2030.

Seguimos entre os países com maior carga de TB no mundo, mesmo com programas consolidados de controle.

Por trás desses números, há um recorte muito claro de vulnerabilidade: 👀

• Pobreza e moradia precária

• Superlotação (cárcere, abrigos, áreas urbanas densas)

• Coinfecção com HIV e outras condições que fragilizam o sistema imune.

Ou seja: falar de tuberculose, hoje, é falar de desigualdade, acesso a diagnóstico e continuidade de cuidado.

Pergunta para reflexão: como líderes em saúde, estamos tratando TB como um tema residual… ou como um indicador central da qualidade do nosso sistema? 💭

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O que são ‘superfungos’ e por que isso importa?

Nos últimos anos, o termo “superfungos” começou a aparecer cada vez mais nas notícias e em discussões técnicas.

Na prática, estamos falando de fungos com resistência elevada ou múltipla aos antifúngicos que usamos rotineiramente.

Isso significa infecções mais difíceis de tratar, maior risco de desfechos graves e maior pressão sobre o sistema de saúde.

Alguns exemplos já reconhecidos por organizações internacionais como criticamente prioritários incluem espécies de Candida, Aspergillus e outros fungos oportunistas que acometem, sobretudo, pacientes graves, imunossuprimidos, em UTI, onco-hematologia e transplantes.

Por que isso importa? 👀

• Temos poucas classes de antifúngicos disponíveis, muitas vezes com toxicidade relevante.

• A resistência limita as opções terapêuticas e aumenta o risco de mortalidade.

• O diagnóstico laboratorial de micose invasiva e de resistência ainda é subutilizado em muitos serviços.

Quando falamos em resistência antimicrobiana (RAM), não estamos falando apenas de bactérias.

Os fungos resistentes são parte central desse desafio – e merecem espaço nas discussões sobre políticas públicas, investimento em diagnóstico e programas de stewardship.

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Carbapenêmicos em alerta: o ponto crítico da RAM no Brasil

Por que resistência deixa de ser um problema microbiológico e vira problema de sistema?

A resistência aos Carbapenêmicos no Brasil já não é exceção – é rotina em muitos hospitais.

Enterobactérias, Pseudomonas e Acinetobacter resistentes criam um cenário onde terapias de “última linha” simplesmente deixam de funcionar.

Isso não é um tema laboratorial isolado: é mortalidade, custos, pressão assistencial e capacidade real do sistema de responder.

O que muda o jogo? 👀

▶ Tratar a resistência como indicador estratégico, não como responsabilidade apenas do laboratório.

▶ Integrar CRE/CRAB/CRO às metas de qualidade, segurança e contratos.

▶ Conectar microbiologia, farmácia e gestão na mesma mesa de decisão.

Melhorar começa por medir e agir em cima dos dados.

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