Nos últimos anos, o termo “superfungos” começou a aparecer cada vez mais nas notícias e em discussões técnicas.

Na prática, estamos falando de fungos com resistência elevada ou múltipla aos antifúngicos que usamos rotineiramente.

Isso significa infecções mais difíceis de tratar, maior risco de desfechos graves e maior pressão sobre o sistema de saúde.

Alguns exemplos já reconhecidos por organizações internacionais como criticamente prioritários incluem espécies de Candida, Aspergillus e outros fungos oportunistas que acometem, sobretudo, pacientes graves, imunossuprimidos, em UTI, onco-hematologia e transplantes.

Por que isso importa? 👀

• Temos poucas classes de antifúngicos disponíveis, muitas vezes com toxicidade relevante.

• A resistência limita as opções terapêuticas e aumenta o risco de mortalidade.

• O diagnóstico laboratorial de micose invasiva e de resistência ainda é subutilizado em muitos serviços.

Quando falamos em resistência antimicrobiana (RAM), não estamos falando apenas de bactérias.

Os fungos resistentes são parte central desse desafio – e merecem espaço nas discussões sobre políticas públicas, investimento em diagnóstico e programas de stewardship.