Se quisermos um exemplo concreto de resistência antimicrobiana (RAM) em ação, basta olhar para a tuberculose drogarresistente.
O Brasil notifica, todos os anos, centenas de casos de tuberculose resistente a pelo menos um fármaco, incluindo um contingente importante classificado como MDR-TB (resistência pelo menos a isoniazida e rifampicina).
Cada caso de MDR/XDR-TB significa: 👀
• Esquemas mais longos, caros e tóxicos
• Maior risco de abandono e de transmissão de cepas resistentes
• Impacto direto em mortalidade, dias de internação e custos para o sistema
E o mais importante: a RAM em TB não nasce do nada. Ela é resultado de: 👀
• Diagnóstico tardio ou incompleto
• Uso inadequado dos esquemas terapêuticos
• Falhas na adesão por barreiras sociais, financeiras ou organizacionais
• Acesso desigual a testes de sensibilidade e métodos rápidos
Quando olhamos para TB sob a lente da RAM, a discussão deixa de ser apenas microbiológica e passa a ser de sistema: rede laboratorial, política de acesso, modelos de cuidado e stewardship.
Para debater: o que o modelo de vigilância e tratamento da TB pode ensinar para outras frentes de RAM (infecções urinárias, sepse, infecções hospitalares)? ⌨

