O que são ‘superfungos’ e por que isso importa?

Nos últimos anos, o termo “superfungos” começou a aparecer cada vez mais nas notícias e em discussões técnicas.

Na prática, estamos falando de fungos com resistência elevada ou múltipla aos antifúngicos que usamos rotineiramente.

Isso significa infecções mais difíceis de tratar, maior risco de desfechos graves e maior pressão sobre o sistema de saúde.

Alguns exemplos já reconhecidos por organizações internacionais como criticamente prioritários incluem espécies de Candida, Aspergillus e outros fungos oportunistas que acometem, sobretudo, pacientes graves, imunossuprimidos, em UTI, onco-hematologia e transplantes.

Por que isso importa? 👀

• Temos poucas classes de antifúngicos disponíveis, muitas vezes com toxicidade relevante.

• A resistência limita as opções terapêuticas e aumenta o risco de mortalidade.

• O diagnóstico laboratorial de micose invasiva e de resistência ainda é subutilizado em muitos serviços.

Quando falamos em resistência antimicrobiana (RAM), não estamos falando apenas de bactérias.

Os fungos resistentes são parte central desse desafio – e merecem espaço nas discussões sobre políticas públicas, investimento em diagnóstico e programas de stewardship.

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Carbapenêmicos em alerta: o ponto crítico da RAM no Brasil

Por que resistência deixa de ser um problema microbiológico e vira problema de sistema?

A resistência aos Carbapenêmicos no Brasil já não é exceção – é rotina em muitos hospitais.

Enterobactérias, Pseudomonas e Acinetobacter resistentes criam um cenário onde terapias de “última linha” simplesmente deixam de funcionar.

Isso não é um tema laboratorial isolado: é mortalidade, custos, pressão assistencial e capacidade real do sistema de responder.

O que muda o jogo? 👀

▶ Tratar a resistência como indicador estratégico, não como responsabilidade apenas do laboratório.

▶ Integrar CRE/CRAB/CRO às metas de qualidade, segurança e contratos.

▶ Conectar microbiologia, farmácia e gestão na mesma mesa de decisão.

Melhorar começa por medir e agir em cima dos dados.

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